segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
Cumprimento da Agenda Marrom 2
No Brasil, há um descompasso entre o crescimento da rede de distribuição de água potável e o da rede de esgotos. Um estudo elaborado pelo Ipea apontou em 2008 que 91% das cidades brasileiras possuem água canalizada e em 97,1% das cidades existe coleta de lixo. No entanto, este mesmo estudo indicou que 26,8% dos moradores das áreas urbanas dos municípios brasileiros (34,5 milhões de pessoas) não possuem coleta de esgoto. A ausência de redes de coleta de esgotos abrange 22,2% dos municípios brasileiros. De acordo com a Pnad 2007, essa proporção de desservidos por redes de esgotos sobe para 32,5% quando consideradas as populações das áreas metropolitanas. Além disso, ainda há o predomínio de uma visão de saneamento que separa a gestão da água e dos esgotos, daquela das águas pluviais e do lixo.
sábado, 9 de outubro de 2010
Cumprimento da Agenda Marrom
A nova Lei do Saneamento Básico (Lei 11.445 de 05/01/2007) propõe uma visão global do problema, o que poderá abrir novas perspectivas de atuação. Segundo esta lei, o saneamento é um direito dos cidadãos e os governos devem fornecê-lo. Os sistemas de saneamento devem estar integrados entre si. A lei criou mecanismos e procedimentos que devem garantir à sociedade informações, representação técnica e participação nos processos de formulação de políticas, de planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos de saneamento básico. As municipalidades passaram a ser obrigadas a definir seus planos de saneamento, os quais, a partir de 2010, serão condicionantes para a obtenção de financiamentos federais.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Fradinhos malquistos
O péssimo hábito dos motoristas cariocas de estacionarem seus carros sobre as calçadas da cidade é algo que veio crescendo ao longo do tempo e com a incrível frota de automóveis de nossa cidade. A desculpa corrente é que a cidade não oferece vagas suficientes. Mas Paris ou Nova Iorque também não e nossos motoristas de classe média ou alta, quando lá estão e alugam carros, sabem muito bem respeitar as regras.
Como solução paliativa, as diversas administrações municipais do Rio de Janeiro permitiram ou incentivaram a colocação de fradinhos nas calçadas. Os moradores e os condomínios gastaram seus recursos os instalando e a própria Prefeitura instalou diversos desses dispositivos em suas obras de reurbanização. Nos anos 90 a Secretaria de Urbanismo chegou a projetar diferentes modelos de dispositivos, visando torná-los um elemento constante na cidade. A resistência aos fradinhos não vinha dos moradores, mas sim dos flanelinhas, que se viam privados de suas áreas de exploração sobre as calçadas. Muitas vezes, era necessário que um guarda municipal ficasse de plantão até que o cimento que prendia os fradinhos às calçadas se solidificasse. Em caso contrário, seriam prematuramente arrancados por aqueles que tinham seus interesses contrariados.
No entanto, a atual administração municipal decidiu que os carros não mais estacionam em calçadas e que os fradinhos não são mais necessários. Mais, ela deu prazo aos condomínios da orla para que os retirassem, o que eles já vêm fazendo com prejuizos, e anunciou que a medida se estenderá a toda a cidade. Ora, isto é exatamente o oposto do que se faz nas cidades do mundo em que se deseja proteger o pedestre. Paris está cada vez mais cheia de dispositivos que impedem que os carros estacionem sobre calçadas. Mesmo em calçadas estreitas é possível vê-los. E não só em Paris, mas também em Londres e em outras cidades onde a administração municipal priorize os pedestres não confie exageradamente na sua capacidade de reprimir o estacionamento irregular.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Parque Bossa Nova

Vem ai o Parque Bossa Nova. Será construído no Leblon, um dos bairros com melhor qualidade de vida da cidade. O novo parque estará próximo ao Parque Dois Irmãos, à Praia do Leblon, ao Jardim de Alah...., ou seja, numa área já bastante aquinhoada de amenidades. Com projeto do arquiteto Jaime Lerner, o parque terá em torno de 25 mil m2 de área verde e sua concretização está orçada em R$ 68 milhões.
Enquanto isto, o subúrbio carioca permanece um deserto de parques e jardins. Saindo do Centro, após o Campo de Santana, há a Quinta da Boa Vista e depois quase nada. O Parque Ari Barroso na Penha, uma exceção neste cenário, apesar de ser uma unidade de conservação ambiental do Rio de Janeiro, vem sendo ocupado por instituições públicas que reduzem sua área disponível. Já recebeu uma UPA e agora corre o risco de receber uma lona cultural.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Via expressa no Porto
A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que com a programada demolição do Elevado da Perimetral a Avenida Rodrigues Alves será transformada em via expressa, com três faixas e sem sinal. Mas qual a vantagem para a Zona Portuária? Com o elevado, o trânsito na Rodrigues Alves já é bastante intenso, criando uma barreira entre o Porto e o restante do bairro. Uma via expressa irá criar uma barreira intransponível. Passarelas como solução? O carro passaria livremente e o pedestre subiria? Se for assim, não seriam boas idéias em definitivo. Seria um urbanismo do início do século XX já há muito ultrapassado em suas concepções.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Educação abandonada
Como não pensar que o governo estadual (não só este, mas também os anteriores) está condenando os jovens mais pobres a já entrarem derrotados nos vestibulares da vida? Isto é um crime contra nossa juventude!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Desenvolvimento?
Os governantes do Estado do Rio de Janeiro vem se gabando do esforço que fazem para trazerem desenvolvimento para cá. Nos últimos anos vimos o surgimento de novos portos, como o de Sepetiba e o do Açu, a construção de refinarias de petróleo, como o Comperj, a construção de siderúrgicas em Sepetiba, como a Atlântico Sul e a reabertura de estaleiros. Se tais investimentos trazem algum retorno, é urgente o questionamento sobre que tipo de desenvolvimento é este. Será que queremos que o Estado do Rio baseie seu desenvolvimento em setores da indústria que são altamente poluentes? Quais os benefícios de transformar o Estado do Rio num similar de países do Leste europeu pré queda do muro? Não seria melhor que buscássemos investimentos limpos baseados no uso intensivo de tecnologia e inteligência de nossos profissionais? Não deveríamos buscar um desenvolvimento pós industrial?
domingo, 13 de junho de 2010
A arquitetura e engenharia públicas
A engenharia e a arquitetura públicas já tiveram momentos importantes no Rio de Janeiro. O Conjunto Habitacional do Pedregulho foi projetado por um servidor público, assim como a realização do Parque do Flamengo. A Sursan era composta por profissionais altamente qualificados que fizeram obras importantíssimas para a cidade. No entanto, há muitos anos que o quadro de engenheiros e arquitetos do Estado do Rio vem definhando. Os poucos profissionais que resistem se encontram desmotivados pelos baixíssimos salários. Cada vez mais pessoas se aposentam e os poucos concursos realizados não conseguem segurar os aprovados, já que o salário inicial é de apenas R$ 2.000,00. Nas obras do PAC os engenheiros e arquitetos do Estado trabalham lado a lado com colegas do município e do governo federal que ganham bem mais. Isto é absolutamente injusto.
O governo investe claramente na terceirização dos serviços. Empresas de engenharia terceirizadas têm sido responsáveis por projetos e mesmo por fiscalização da execução de obras, uma tarefa que só deveria ser exercida por funcionários comprometidos com a probidade do serviço público. Mas este é um caminho que deixa o Estado desarmado, sem capacidade de planejar e projetar. Ao fim dos contratos com tais empresas, fica o vazio, a falta de conhecimento adquirido no seio do Estado. Tal caminho jamais trará o desenvolvimento de que o Estado do Rio tanto precisa.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Café no parque
A Prefeitura anunciou que o Jardim de Alá será revitalizado e que ganhará um café. É motivo de alegria essa perspectiva mas, nos últimos anos, isto já foi noticiado diversas vezes. Cafés em parques têm sido ultra recorrentes. Já anunciaram na Praça Paris, na Amurada da Gloria, no Passeio Público e no Jardim de Alá. Anunciar projetos é o esporte preferido das autoridades. O problema é que os jornais (e os jornalistas) noticiam como se fossem verdades projetos que raramente serão realizados. Mais tarde, quando constatada a não realização, o bônus da notícia já terá sido capitalizado. Assim, as páginas de jornais vão servindo a esse jogo que se utiliza de nossa esperança numa cidade melhor.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Outros arquitetos III
Quando se busca a história da atuação desses arquitetos no Brasil, encontra-se os nomes de outros arquitetos também estrangeiros com os quais colaboraram. É como se chegados a um novo país, buscassem associar-se a quem estivesse em condições semelhantes. Gire trabalhou com Robert Prentice, arquiteto escocês, no projeto do Edifício Sul América. Prentice projetou obras tão distintas, como a Estação Barão de Mauá (Leopoldina) à Estação Central do Brasil e o Edifício da Esso. Com o austríaco Anton Floderer, trabalhou em diversos projetos, entre os quais o do Elevador Lacerda em Salvador. Neste projeto, esteve, também, o arquiteto húngaro, formado em Viena, Adalberto Szilard. Floderer trabalhou ainda com o alemão Alexander Buddeüs, com quem projetou o prédio do Rio Cricket Club em Niterói. Buddeüs foi responsável pelo Instituto de Cacau da Bahia.
Já Alexandre Altberg, arquiteto berlinense, teve razões fortíssimas para vir para o Brasil, já que fugia da perseguição aos judeus. Aqui construiu casas e apartamentos e fundou a revista Base.
Um caso ligeiramente diferente é o de Jacques Pilon, francês que cresceu no Brasil, já que seu pai veio para cá trabalhar. Mas sua formação se deu na França.
sábado, 5 de junho de 2010
Outros arquitetos II
Henri Sajous, que projetou o Edifîcio Biarritz na Praia do Flamengo, a Igreja da Santíssima Trindade na Rua Senador Vergueiro, o prédio da Mesbla e o Palácio do Comércio no Centro, veio convidado pela iniciativa privada em 1930, para trabalhar no projeto do balneário de São Lourenço em Minas Gerais. Com ele, veio o também francês Auguste Rendu. Acabou ficando mais tempo, tendo realizado projetos também em São Paulo.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Outros arquitetos I
No século XX, por diferentes razões, muitos arquitetos de outros países vieram trabalhar no Brasil. Alguns vinham em busca de oportunidades. Um dos primeiros a chegar no século XX foi o italiano Antonio Virzi. Joseph Gire, arquiteto francês que projetou o Copacabana Palace, o Hotel Glória e, juntamente com Elisário da Cunha Bahiana projetou o edifício A Noite, quando veio para ao Brasil já tinha uma carreira importante, tendo sido sócio a partir de 1900 do Gabinete de Arquitetura Lucien et Henri Grandpierre.
Outros eram convidados. Havia um interesse em buscar no exterior, principalmente na Europa, a contribuição de arquitetos e urbanistas. Houve convites por parte dos governos, como é o caso de Alfred Agache que foi contratado em 1927 para realizar o Plano Diretor da cidade. Pouco tempo depois, Le Corbusier veio dar palestras na cidade, que resultaram no convite para orientar a equipe responsável pela futura sede do MEC.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Outras arquiteturas

O Rio de Janeiro poderá vir a contar com projetos realizados por alguns arquitetos de outros países, o que é muito positivo desde que a escolha seja por concurso público. Este é o caso por exemplo do projeto para a futura sede do MIS. O concurso teve a participação dos escritórios brasileiros Isay Weinfeld, Bernardes & Jacobsen, Tacoa Arquitetos e Brasil Arquitetura e também dos escritórios de Daniel Libeskind e Shigeru Ban. O escritório Diller & Scofidio + Renfro, dos americanos Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio foi o vencedor. O custo calculado para a obra é de R$ 65 milhões e tem conclusão prevista para 2012. A Cidade da Música, de Christian de Portzamparc, infelizmente ainda inacabada, será mais uma bela contribuição ao acervo arquitetônico da cidade.
Um outro projeto que poderá vir a ser executado é o Museu do Amanhã, no Pier Mauá. O arquiteto convidado é Santiago Calatrava. Mas nunca se sabe se o mesmo será erguido, pois para aquela área já foram projetadas edificações por Jean Nouvel, Índio da Costa, e muitos outros que não as viram executadas.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Fechamento da Avenida Rio Branco

A Prefeitura anuncia que em junho irá iniciar a experiência de restrição ao tráfego de veículos na Avenida Rio Branco. Segundo divulgado, a idéia é transformá-la em uma via prioritária para pedestres. O exemplo parece ser o que se fez em Nova Iorque na área de Times Square. Restrições ao tráfego em avenidas do Centro são bem vindas. Talvez o alvo devesse ser a Rua Primeiro de Março, via que congrega alguns dos principais monumentos arquitetônicos da cidade, os quais sofrem com os efeitos da poluição. Na Rio Branco, um grande problema para os pedestres atualmente é a dimensão e posicionamento das bancas de jornais, que impedem o seu livre trânsito. O Prefeito Conde chegou a decretar que fossem retiradas para as ruas laterais mas, por razões eleitorais, voltou atrás. Curiosamente o projeto atual já vem acompanhado das sempre presentes garagens subterrâneas, o que é um contrassenso. É o poder público garantindo a perpetuação do tráfego de veículos motorizados. E isto não tem nada a ver com as pretensas razões ambientais anunciadas.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Convite
sábado, 8 de maio de 2010
Licitação de linhas de ônibus
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Reversão de paradigma na Rua do Lavradio
O processo de Requalificação pelo qual passou o Centro do Rio de Janeiro na década de 1990 gerou uma série de ações que visavam valorizar o espaço dos pedestres, num novo paradigma de intervenção urbanística. Em 1992, a Rua do Lavradio contava com um recém construído terminal de ônibus para 09 linhas. Havia a previsão de complementação do terminal com a abertura da parte não implantada do P.A. da Rua Silva Jardim. Ali seria, então, construída a extensão do terminal de ônibus, com capacidade para mais 20 linhas. Naquele mesmo ano, um estudo da Secretaria Municipal de Fazenda, que buscava assentar os ambulantes espalhados pelas ruas do Centro, destinou 138 barracas de ambulantes para a Rua do Lavradio. No entanto, numa mudança de perspectiva, o projeto de recuperação daquela rua, cuja obra iniciou-se em 1999, retirou as linhas de ônibus ali anteriormente existentes, destinou as áreas remanescentes para a implantação de três pequenas praças e não previu qualquer espaço para os ambulantes. Agora, uma década depois, a implantação de uma baia de ônibus através da destruição da obra de reurbanização já realizada e da retirada de árvores já crescidas, sem consulta aos usuários da rua, parece trazer o passado de volta.
terça-feira, 27 de abril de 2010
A Câmara se muda
Há algum tempo vem se falando na mudança da Câmara de Vereadores para a Área Portuária. Hoje na Cinelândia, ela dá algum sentido ao fato de que a grande maioria das manifestações políticas na cidade ali ocorram. Sua presença na área mais dinâmica da cidade é também alguma garantia de que o trabalho dos vereadores seja acompanhado pela população. A ida da Câmara para a Área Portuária, vendida como um ato de revitalização daquela área, na verdade poderá afastar dos olhos da população o que ali se passa. E deverá transformar a praça cívica em uma mera praça museológica.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Bairro Carioca





