
sexta-feira, 23 de março de 2012
Uma experiência, aparentemente banal, num dia comum de março de 2012 em trens do Rio de Janeiro

terça-feira, 13 de março de 2012
Um teatro para a dança

sábado, 10 de março de 2012
Em nome das Olimpíadas

segunda-feira, 5 de março de 2012
O doce Patrimônio Imaterial

Prefeito confraterniza com vendedores de mateUma das últimas expansões se deu com o reconhecimento do chamado Patrimônio Imaterial, significando que festas, formas de culto, saberes e atividades também são importantes para a memória de um povo e para a sua cultura. No entanto, aquilo que deveria ser apenas uma maior abrangência da visão sobre Patrimônio transformou-se num manancial de atitudes eleitoreiras para os políticos. Governantes que se sentem cobrados por sua inação em relação à deterioração do patrimônio edificado passaram a fazer tombamentos em série de bens imateriais. Deputados e vereadores passaram a invadir a seara dos órgãos de tombamento, promulgando leis de tombamento de bens imateriais a torto e a direito.
Por envolver pessoas que estão afetivamente ligadas às atividades agora valorizadas, tais atos têm uma grande capacidade de retorno político. E geram a falsa impressão de que muito se faz pelo Patrimônio. Enquanto concordava com a alteração da legislação que impedia a construção do espigão da Eletrobrás junto aos Arcos da Lapa, o Iphan-RJ promovia o tombamento das rodas de samba. Após demolir a Cervejaria Brahma no Catumbi, bem anteriormente protegido, o Prefeito Eduardo Paes se esmera em salamaleques diante dos vendedores de mate de praia, agora considerados Patrimônio imaterial. Em que isto alterará as vidas desses vendedores para melhor, é difícil saber. Talvez venham a ser alvos mais visados das operações de ordem urbana da Prefeitura.
Sem dúvida, é muito provável que vários dos bens imateriais que vêm sendo reconhecidos o mereçam. Mas é o suspeitíssimo novo interesse por parte dos governantes e políticos em geral por bens que não demandam restauração ou conservação que deve nos levar a colocar nossas barbas (e as do Patrimônio material) de molho.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Homs-Siria

sábado, 4 de fevereiro de 2012
Canetas, bugigangas, Patrimônio
A demolição foi detonada pelo próprio prefeito que riu para as câmeras, satisfeito com seu ato de destruição da memória carioca. Depois, com os restos da demolição, mandou fazer uma canetinha e entregou a bugiganga a Oscar Niemeyer que, como um índio recebendo bugigangas de Cabral, sorriu satisfeito. Tudo muito ecológica-mercadologicamente correto, já que o entulho do que antes era o Patrimônio da cidade está sendo reciclado...
O nome Niemeyer tem sido usado à exaustão por prefeitos e governadores que desejam burlar a necessidade de concursos de projetos ou fazer alguma obra pouco recomendada. Este caso foi só mais um. Outro detalhe: certamente Niemeyer deseja a preservação de suas próprias obras...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Demolição do Armazém da Praia Formosa
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A Restauração da Igreja do Convento de Santo Antônio no Rio de Janeiro
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
A insistência na demolição da Perimetral
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
A plataforma abandonada do Metro do Rio

Chafariz da Estação Carioca

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Prefeitura loteando praças
Praça Maurício Cardoso com tapumes - foto Aldo Santos Alves
Praça Maurício Cardoso em OlariaAgora, isto ficou absolutamente claro com o decreto municipal n. 34.311 de 18 de agosto deste ano, que alterou o uso de cinco praças nas Zonas Norte e Oeste. Por este decreto, as praças dos Lavradores, em Madureira; Soldado Francisco Vitoriano, em Campo Grande; Honoré de Balzac, em Senador Camará; Santa Bárbara, em Rocha Miranda; e Marechal Maurício Cardoso, em Olaria poderão receber Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Algumas moradores afetados não estão dispostos a verem suas praças serem destruídas dessa forma. Este é o caso da Praça Marechal Maurício Cardoso (em frente ao supermercado Extra, logo depois do Clube do Olaria). Lá, eles já se reuniram várias vezes e estão se mobilizando para mostrar ao Prefeito o quanto estão insatisfeitos com a destruição de sua praça. Unidades de saúde pública sim, mas não às custas do fim das praças!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Turismo na Turquia, algo muito sério
Assim, a herança cultural da Turquia inclui ruinas greco-romanas, igrejas e casas dos primeiros cristaos, igrejas bizantinas, mesquitas deslumbrantes, munumentos da Republica , além de escavaçoes arqueologicas de periodos anteriores aos gregos. Para lidar com esta riqueza, e mostra-la aos visitantes, um guia de turismo deve estudar quatro anos na universidade. Somente apos estudos sobre esta vasta herança cultural, os guias recebem uma licença nacional, sem a qual nao podem trabalhar.
Cada localidade apresenta diferentes possibilidades de exploraçao pelo turista e os roteiros disponiveis sao bastante claros e bem estruturados. Em qualquer localidade que se chegue, um guia podera lhe oferecer pacotes de um ou mais dias, que se revelam muito uteis, pois sem eles a descoberta de certas atraçoes seria bem mais dificil.
A segurança também é um fator importante, pois nao ha aparentes ameaças a turistas e nem à populaçao em geral, que anda livremente pelas ruas até altas horas da noite.
Todo este esforço é muito bem recompensado por levas de turistas de diferentes paises que chegam à Turquia. Chama a atençao a presença dos japoneses e, crescentemente, de chineses.
Este profissionalismo no trato do turismo é algo que o Brasil precisa urgentemente aprender. Mas por enquanto, o nosso Ministério do Turismo é apenas mais um ativo nas maos da familia Sarney.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Transportes em Istambul
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Gal fatal
A Gal era magra, cabelos enormes. No palco do Teresa Raquel, vinha com uma saia, tipo cigana, de cintura baixa. Sentava num banco próximo ao chão, abria as pernas e a saia se ajustava perfeitamente, deixando entrever os contornos da baiana. O violão era encaixado ali naquele vão. Ela deixava os cabelos cairem um pouco sobre o rosto e mandava: Ah sim, eu estou tão cansada... A platéia era enfumaçada e, enquanto ela cantava, o ruidoso silêncio que se estabelecia era entrecortado por interjeições de admiração. A Gal era fatal!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Loteando parques municipais
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Cidade Heterogênea
No Rio de Janeiro, a breve tentativa de uma cidade beaux-arts tropical, que não chegou a abranger o todo da cidade carioca de então, foi substituída por algo heterogêneo e fragmentário que temos hoje. Esta ação, como a de construção da cidade anterior, não foi fruto de uma decisão geral, mas de ações de indivíduos e do poder público, buscando ganhos mais imediatos e uma imagem de modernidade que parecia lhes convir mais. Aliás, sobre o fetiche da modernidade, vale a pena ver as palavras do secretário geral do Ministério do Turismo, preso recentemente em operação de Polícia Federal. Ao orientar a fraude no ministério sugeriu: “o importante é a fachada ser uma coisa moderna que inspira confiança...”.
Um grande problema no Rio de janeiro é o fato do Poder Público parecer continuar como agente da destruição de paisagens que são caras aos habitantes. É o caso da proposta do espigão da Eletrobras em pleno eixo de visada dos Arcos da Lapa, monumento maior da nossa carioquice. Ou quando um projeto, como o Porto Maravilha, deixa de ser pensado a partir das qualidades endógenas do lugar, e sim como um modelo a “la Dubai”, a ser imposto por sobre a destruição de exemplares bastante interessantes de armazéns. Como nossas autoridades gostam de exemplos externos, valeria à pena uma visita ao “Meatpacking District” em Nova Iorque, para se ver que é possível um melhor aproveitamento das características industriais da nossa Área Portuária. Outra péssima iniciativa é atual tendência de se ocupar praças públicas com equipamentos de saúde, da guarda municipal, da polícia e, até mesmo, da cultura.
Olhar para o passado nos ajuda a compreender erros e acertos. Preservar partes importantes desse passado, reciclando-os no presente, é importantíssimo. Construir o presente com criatividade e ousadia é bem mais ainda. Então vivamos nossa cidade heterogênea da atualidade, mas com qualidade urbanística e arquitetônica, por favor!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
BRT no Transcarioca?
Traçado do BRT Transcarioca
Com a Copa do Mundo, que ocorrerá em diversas cidades do Brasil, a precariedade do transporte público de nossas cidades ficou mais evidente. A busca por baixos custos e o lobby dos empresários do setor de transportes motorizados vem levando à adoção do BRT (Bus Rapid Transit) como solução padrão nessas cidades. Há previsão de implantação de BRT em nove das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014, com investimentos do governo federal para obras, e da iniciativa privada para compra dos ônibus articulados. Poderão ser 20 novos sistemas de BRTs. No Rio de Janeiro, além da Copa, as Olimpíadas de 2016 também pressionam para que sejam adotadas soluções para o transporte público.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
O Porto Olímpico e o Projeto Aplauso
Projeto vencedor para o Porto Olímpico
O Galpão do Projeto Aplauso, situado na Rua General Mendes de Moraes, na Área Portuária, é um dos mais interessantes galpões da cidade. Originalmente, era da CSN e foi construído em estrutura metálica importada (inglesa?), que se encontra muito bem conservada. Os vãos são generosos e, acima destes, há pontes deslizantes. A sua estrutura lembra aquela do palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
A área em que se encontra faz parte do projeto Porto Olímpico, que abrigará a vila da mídia e a vila dos árbitros. No entanto, no recente concurso de projetos para o Porto Olímpico, organizado pelo IAB-RJ, o galpão do projeto Aplauso simplesmente foi desconsiderado pelos vários projetos premiados. O projeto vencedor, de João Paulo Backhauser, propõe torres no seu lugar. Aliás, uma marca dos projetos selecionados foi não considerar a arquitetura existente. Apenas o projeto colocado em segundo lugar, de Roberto Aflalo Filho, propôs a manutenção de um galpão, o da antiga estação da Praia Formosa, vizinho ao do projeto Aplauso.
Além do interesse arquitetônico do galpão do Projeto Aplauso, é importante ressaltar o projeto social que lá é desenvolvido. Os alunos, provenientes de famílias economicamente carentes, têm aulas de metalurgia, português, circo, dança, etc. Vários saem de lá para trabalhar em estaleiros, outros se interessam pela vida artística, mas o mais importante é a visão humanista e globalizante da formação que recebem. O projeto merece o aplauso da cidade e a sua manutenção. Destruí-lo seria um enorme equívoco, um crime contra a memória industrial do Porto e do Rio e um crime contra o futuro desses jovens.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Projeto Aplauso - um belo projeto ameaçado
O galpão do projeto Aplauso encontra-se ameaçado de demolição pelo projeto Porto Maravilha. Lá há aulas de dança, teatro, circo, soldagem, costura, construção civil, etc., etc. Tudo para jovens economicamente carentes. Sem falar que a arquitetura do galpão é fantástica. Mas, por enquanto, o galpão não é considerado nos projetos para a área. Os projetos vencedores do concurso do IAB sequer mencionam a sua existência.



