terça-feira, 15 de maio de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
REC Sapucaí - Brahma: fecha-se o círculo da especulação

quinta-feira, 12 de abril de 2012
Aumenta o cerco...
sexta-feira, 23 de março de 2012
Uma experiência, aparentemente banal, num dia comum de março de 2012 em trens do Rio de Janeiro

terça-feira, 13 de março de 2012
Um teatro para a dança

sábado, 10 de março de 2012
Em nome das Olimpíadas

segunda-feira, 5 de março de 2012
O doce Patrimônio Imaterial

Prefeito confraterniza com vendedores de mateUma das últimas expansões se deu com o reconhecimento do chamado Patrimônio Imaterial, significando que festas, formas de culto, saberes e atividades também são importantes para a memória de um povo e para a sua cultura. No entanto, aquilo que deveria ser apenas uma maior abrangência da visão sobre Patrimônio transformou-se num manancial de atitudes eleitoreiras para os políticos. Governantes que se sentem cobrados por sua inação em relação à deterioração do patrimônio edificado passaram a fazer tombamentos em série de bens imateriais. Deputados e vereadores passaram a invadir a seara dos órgãos de tombamento, promulgando leis de tombamento de bens imateriais a torto e a direito.
Por envolver pessoas que estão afetivamente ligadas às atividades agora valorizadas, tais atos têm uma grande capacidade de retorno político. E geram a falsa impressão de que muito se faz pelo Patrimônio. Enquanto concordava com a alteração da legislação que impedia a construção do espigão da Eletrobrás junto aos Arcos da Lapa, o Iphan-RJ promovia o tombamento das rodas de samba. Após demolir a Cervejaria Brahma no Catumbi, bem anteriormente protegido, o Prefeito Eduardo Paes se esmera em salamaleques diante dos vendedores de mate de praia, agora considerados Patrimônio imaterial. Em que isto alterará as vidas desses vendedores para melhor, é difícil saber. Talvez venham a ser alvos mais visados das operações de ordem urbana da Prefeitura.
Sem dúvida, é muito provável que vários dos bens imateriais que vêm sendo reconhecidos o mereçam. Mas é o suspeitíssimo novo interesse por parte dos governantes e políticos em geral por bens que não demandam restauração ou conservação que deve nos levar a colocar nossas barbas (e as do Patrimônio material) de molho.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Homs-Siria

sábado, 4 de fevereiro de 2012
Canetas, bugigangas, Patrimônio
A demolição foi detonada pelo próprio prefeito que riu para as câmeras, satisfeito com seu ato de destruição da memória carioca. Depois, com os restos da demolição, mandou fazer uma canetinha e entregou a bugiganga a Oscar Niemeyer que, como um índio recebendo bugigangas de Cabral, sorriu satisfeito. Tudo muito ecológica-mercadologicamente correto, já que o entulho do que antes era o Patrimônio da cidade está sendo reciclado...
O nome Niemeyer tem sido usado à exaustão por prefeitos e governadores que desejam burlar a necessidade de concursos de projetos ou fazer alguma obra pouco recomendada. Este caso foi só mais um. Outro detalhe: certamente Niemeyer deseja a preservação de suas próprias obras...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Demolição do Armazém da Praia Formosa
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A Restauração da Igreja do Convento de Santo Antônio no Rio de Janeiro
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
A insistência na demolição da Perimetral
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
A plataforma abandonada do Metro do Rio

Chafariz da Estação Carioca

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Prefeitura loteando praças
Praça Maurício Cardoso com tapumes - foto Aldo Santos Alves
Praça Maurício Cardoso em OlariaAgora, isto ficou absolutamente claro com o decreto municipal n. 34.311 de 18 de agosto deste ano, que alterou o uso de cinco praças nas Zonas Norte e Oeste. Por este decreto, as praças dos Lavradores, em Madureira; Soldado Francisco Vitoriano, em Campo Grande; Honoré de Balzac, em Senador Camará; Santa Bárbara, em Rocha Miranda; e Marechal Maurício Cardoso, em Olaria poderão receber Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Algumas moradores afetados não estão dispostos a verem suas praças serem destruídas dessa forma. Este é o caso da Praça Marechal Maurício Cardoso (em frente ao supermercado Extra, logo depois do Clube do Olaria). Lá, eles já se reuniram várias vezes e estão se mobilizando para mostrar ao Prefeito o quanto estão insatisfeitos com a destruição de sua praça. Unidades de saúde pública sim, mas não às custas do fim das praças!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Turismo na Turquia, algo muito sério
Assim, a herança cultural da Turquia inclui ruinas greco-romanas, igrejas e casas dos primeiros cristaos, igrejas bizantinas, mesquitas deslumbrantes, munumentos da Republica , além de escavaçoes arqueologicas de periodos anteriores aos gregos. Para lidar com esta riqueza, e mostra-la aos visitantes, um guia de turismo deve estudar quatro anos na universidade. Somente apos estudos sobre esta vasta herança cultural, os guias recebem uma licença nacional, sem a qual nao podem trabalhar.
Cada localidade apresenta diferentes possibilidades de exploraçao pelo turista e os roteiros disponiveis sao bastante claros e bem estruturados. Em qualquer localidade que se chegue, um guia podera lhe oferecer pacotes de um ou mais dias, que se revelam muito uteis, pois sem eles a descoberta de certas atraçoes seria bem mais dificil.
A segurança também é um fator importante, pois nao ha aparentes ameaças a turistas e nem à populaçao em geral, que anda livremente pelas ruas até altas horas da noite.
Todo este esforço é muito bem recompensado por levas de turistas de diferentes paises que chegam à Turquia. Chama a atençao a presença dos japoneses e, crescentemente, de chineses.
Este profissionalismo no trato do turismo é algo que o Brasil precisa urgentemente aprender. Mas por enquanto, o nosso Ministério do Turismo é apenas mais um ativo nas maos da familia Sarney.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Transportes em Istambul
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Gal fatal
A Gal era magra, cabelos enormes. No palco do Teresa Raquel, vinha com uma saia, tipo cigana, de cintura baixa. Sentava num banco próximo ao chão, abria as pernas e a saia se ajustava perfeitamente, deixando entrever os contornos da baiana. O violão era encaixado ali naquele vão. Ela deixava os cabelos cairem um pouco sobre o rosto e mandava: Ah sim, eu estou tão cansada... A platéia era enfumaçada e, enquanto ela cantava, o ruidoso silêncio que se estabelecia era entrecortado por interjeições de admiração. A Gal era fatal!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Loteando parques municipais
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Cidade Heterogênea
No Rio de Janeiro, a breve tentativa de uma cidade beaux-arts tropical, que não chegou a abranger o todo da cidade carioca de então, foi substituída por algo heterogêneo e fragmentário que temos hoje. Esta ação, como a de construção da cidade anterior, não foi fruto de uma decisão geral, mas de ações de indivíduos e do poder público, buscando ganhos mais imediatos e uma imagem de modernidade que parecia lhes convir mais. Aliás, sobre o fetiche da modernidade, vale a pena ver as palavras do secretário geral do Ministério do Turismo, preso recentemente em operação de Polícia Federal. Ao orientar a fraude no ministério sugeriu: “o importante é a fachada ser uma coisa moderna que inspira confiança...”.
Um grande problema no Rio de janeiro é o fato do Poder Público parecer continuar como agente da destruição de paisagens que são caras aos habitantes. É o caso da proposta do espigão da Eletrobras em pleno eixo de visada dos Arcos da Lapa, monumento maior da nossa carioquice. Ou quando um projeto, como o Porto Maravilha, deixa de ser pensado a partir das qualidades endógenas do lugar, e sim como um modelo a “la Dubai”, a ser imposto por sobre a destruição de exemplares bastante interessantes de armazéns. Como nossas autoridades gostam de exemplos externos, valeria à pena uma visita ao “Meatpacking District” em Nova Iorque, para se ver que é possível um melhor aproveitamento das características industriais da nossa Área Portuária. Outra péssima iniciativa é atual tendência de se ocupar praças públicas com equipamentos de saúde, da guarda municipal, da polícia e, até mesmo, da cultura.
Olhar para o passado nos ajuda a compreender erros e acertos. Preservar partes importantes desse passado, reciclando-os no presente, é importantíssimo. Construir o presente com criatividade e ousadia é bem mais ainda. Então vivamos nossa cidade heterogênea da atualidade, mas com qualidade urbanística e arquitetônica, por favor!




