Há uma discussão em curso no Congresso Nacional que interessa a todos aqueles que trabalham com o ensino de arte ou se preparam para fazê-lo. Trata-se do projeto de lei 7032 de 2010 – PL 7032/2010 que altera os parágrafos 2º e 6º do artigo 26 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, o qual fixa as diretrizes e bases da educação nacional – LDB. Esse projeto de lei institui, como conteúdo obrigatório no ensino de Artes, a música, as artes plásticas e as artes cênicas.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Arte para os jovens, trabalho para os artistas
Há uma discussão em curso no Congresso Nacional que interessa a todos aqueles que trabalham com o ensino de arte ou se preparam para fazê-lo. Trata-se do projeto de lei 7032 de 2010 – PL 7032/2010 que altera os parágrafos 2º e 6º do artigo 26 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, o qual fixa as diretrizes e bases da educação nacional – LDB. Esse projeto de lei institui, como conteúdo obrigatório no ensino de Artes, a música, as artes plásticas e as artes cênicas.
domingo, 20 de julho de 2014
Rocinha: urbanização, PACs e teleférico - o que dizem os moradores
![]() |
| Centro hospitalar projetado para Rocinha, mas não construído |
Esse projeto de urbanização foi muito discutido com os moradores e incorporou varias demandas dos mesmos, como a construção de um hospital e uma creche. Entre as poucas propostas efetivamente executadas estão a passarela projetada por Niemeyer e o Centro Esportivo. No entanto, muitas outras não foram realizadas. A creche só recentemente foi concluída, mas permanece fechada. No caso do hospital, o governo acabou fazendo apenas uma UPA.
Os moradores queriam também um centro cultural, o saneamento do bairro e a construção de planos inclinados. A questão dos planos inclinados se transformou numa enorme queda de braço entre os moradores e suas lideranças de um lado e o governo estadual do outro. O projeto de urbanização previu a construção de cinco desses equipamentos. Entre as vantagens apontadas pelos moradores e o arquiteto responsável estão as paradas mais próximas entre si, a possibilidade de levar bagagens e materiais de construção e também servir para a retirada do lixo da comunidade.
Em 2013 a Rocinha foi incluída no PAC2 e o escritório vencedor da licitação para esta segunda fase foi o Arquitraço, igualmente conceituado. No entanto, aparentemente houve pouca discussão sobre como seriam aplicados os recursos da ordem de 1 bilhão e 600 milhões de reais. O governo do estado (Emop) incluiu o teleférico no projeto e vem insistindo em sua instalação em detrimento dos planos inclinados anteriormente propostos. O teleférico teria um custo da ordem de R$ 700 milhões.
O teleférico é um equipamento caro, com paradas distantes entre si, e com uma manutenção igualmente cara, dependente de peças importadas. Já os planos inclinados trabalham com uma tecnologia bastante conhecida e experimentada em diversos locais do Rio de Janeiro. Outras desvantagens do teleférico são a sua incapacidade de funcionamento em momentos de ventos fortes e tempestades, e a incapacidade de servirem a cadeirantes ou a pessoas com problemas de mobilidade, já que trabalham em movimento contínuo. Além disso, a Rocinha é uma área fortemente sujeita à ação da maresia, o que certamente apressaria sua deterioração.
Mas há ainda um aspecto pouco percebido que se refere à necessidade de remoções de moradias para a construção desse equipamento. Seriam removidas casas para dar lugar às estações e também para permitir a acessibilidade de caminhões à base dos postes que sustentam o teleférico.
As lideranças dos moradores consideram que a opção pela execução dos planos inclinados anteriormente previstos, por serem mais baratos, liberaria recursos para o saneamento da comunidade, uma demanda urgente e muito justa.
A defesa do teleférico por parte da Emop é que ele permitiria a integração da comunidade com o metrô da Linha 4. No entanto a estação do teleférico mais próxima do metrô seria exatamente onde haveria um dos planos inclinados previstos. Depreende-se que a forte visibilidade do projeto teleférico e o fato de servir como atração turística leva o governo estadual a preferir essa opção.
Recentemente houve uma audiência pública sobre o projeto e o presidente da Emop foi muito contestado. Ele afirmou que iria fazer reuniões nos 32 sub-bairros da Rocinha para discutir o projeto.
Outra questão que move os moradores e os vizinhos de São Conrado é a questão do reassentamento de famílias moradoras de áreas de risco. O arquiteto Luiz Carlos Toledo havia projetado edifícios com apartamentos de até três quartos, mais adaptados ao tamanho de certas famílias da comunidade. No entanto, a Caixa Econômica só financiou prédios com apartamentos de até dois quartos. Alguns desses prédios foram construídos onde havia uma garagem de ônibus.
No momento, discute-se a construção de novos prédios que ocupariam uma área considerada como de preservação ambiental, o que vem mobilizando a vizinhança de São Conrado contra o projeto.
Os moradores continuam mobilizados e esperam que suas vozes sejam ouvidas e suas demandas sejam consideradas.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Mobiliário urbano carioca, ainda uma carência
![]() |
| Abrigo de ônibus da era Chagas Freitas |
A oferta mais ampla de mobiliário urbano padronizado na Cidade do Rio de Janeiro é algo relativamente recente. No início do século XX, foram instalados em diversas praças os gloriosos bancos Paris, nunca igualados em qualidade. E também diversas linhas de postes em ferro fundido, ou arcos para sustentação de luminárias, que eram o símbolo do progresso que a iluminação pública trazia. Muito apreciado era o “colar de pérolas de Copacabana” formado pela linha de postes com iluminação a vapor de mercúrio, instalados em 1936, e que seguiam a curvatura da orla.
Depois, pareceu que a administração pública da cidade se esqueceu de como equipamentos assim eram importantes. A sua qualidade caiu muito, e foram feitas diversas improvisações. Exemplo disso, eram os pavorosos abrigos de ônibus instalados no período em que Chagas Freitas governou o Estado. Eles traziam inscritos no concreto o nome do governador. Abrigar o cidadão do sol e da chuva era uma benesse do mandatário! Somente alguns anos depois, no governo Brizola, surgiram os abrigos pré-fabricados em concreto, projetados por João Figueiras Lima, o Lelé, e produzidos pela antiga Fábrica de Escolas, projeto também daquele período. Alguns desses abrigos ainda resistem por aí, até mesmo com outros usos, como na Praça Ben Gurion, em Laranjeiras.
Como a querer recuperar o tempo perdido, o projeto Rio Cidade, concebido pelo então Secretário de Urbanismo, e depois prefeito, Luiz Paulo Conde, derramou uma profusão de modelos de postes, de abrigos de ônibus, de bancos, de lixeiras e de jardineiras na cidade. Cada eixo escolhido para receber uma intervenção passou a ter sua própria linha de mobiliário urbano. Postes tortos, fradinhos com bolas metálicas atarraxáveis nas pontas (que rapidamente foram furtadas), luminárias de luz indireta, bancos de concreto, havia de tudo.
No entanto, logo se percebeu que faltava uma economia de escala nessa fórmula. A cada abrigo ou poste necessitando de reposição, se fazia necessária a sua produção de forma quase artesanal. Por serem poucas unidades, produzi-los encarecia demais o processo. Assim, na gestão do próprio Conde como prefeito, foi realizada uma licitação para a implantação de um conjunto de itens de mobiliário urbano na cidade por empresas especializadas, que substituíram a maioria desse mobiliário anteriormente instalado. Para efeito dessa licitação, a cidade foi dividida em três grandes áreas e, desde então, passamos a conviver com abrigos de ônibus, painéis de publicidade e relógios digitais padronizados, frutos de design industrial.
Parte importante e integrante daquela licitação era a colocação de banheiros públicos em toda a cidade. Seriam banheiros dotados de tecnologia, com sistemas autolimpantes, que atenderiam uma secular queixa dos cariocas de todas as idades: a falta de banheiros públicos nas ruas. Porém, muito rapidamente, começaram os problemas e adiamentos. As empresas ganhadoras das licitações implantaram os abrigos de ônibus, dotados de espaços para a exploração de publicidade, assim como os relógios e, logicamente, os painéis publicitários. Mas os banheiros, ah os banheiros...
Logo surgiram notícias nos jornais de que havia problemas para sua instalação. Dizia-se, por exemplo, que era difícil conseguir que o órgão responsável fizesse as ligações de esgoto. Os poucos que foram implantados ficaram sem manutenção e passaram a apresentar problemas. Durante a pandemia acabaram lacrados e até hoje seguem inutilizados.
Mas, antes disso, o cartunista Ziraldo, grande na sua arte, mas talvez não tão bom designer, levou ao prefeito a proposta de um mictório público simplificado. Alguns protótipos foram instalados com o nome de Unidade Fornecedora de Alívio – UFA. Em seguida, o prefeito anunciou a instalação de 100 unidades de UFA na cidade. Usou-se, inclusive, os recursos para a instalação dos banheiros da licitação de mobiliário urbano padronizado.
O grande problema com esses mictórios é que eles eram instalados de forma improvisada, aproveitando bueiros de águas pluviais, sem ralos nos pisos que drenassem os excessos da falta de pontaria masculina. Os pisos onde esses mictórios foram instalados logo se transformaram em lugares com aquele odor característico, incomodando um bocado. Deve ser por isso que também sumiram da paisagem da cidade. Enquanto isso, as empresas vencedoras das licitações de mobiliário urbano, aparentemente, ficaram desobrigadas de instalar os banheiros com boa tecnologia que faltavam. Continuam a explorar somente o filé mignon da coisa, ou seja, os equipamentos portadores de publicidade. E a população carioca, como sempre, permanece sem banheiros públicos.
Mobiliário urbano é coisa séria, e dá a medida do conforto que a cidade oferece a seus usuários. E também precisam ser bem desenhados. Um visível retrocesso, por exemplo, são as torres de ventilação de câmaras subterrâneas de eletricidade. Antes feitas em ferro fundido decorado, agora são simples e feias chaminés em concreto. O Rio precisa de mais bancos de praça (que tal reproduzir os bancos Paris?), mais abrigos de ônibus, banheiros públicos, postes de iluminação decentes, quiosques, e coretos nas praças. Quando os teremos?
artigo publicado no Diário do rio em 26 de maio de 2022.
![]() |
| UFA no Largo do Machado |
sábado, 8 de março de 2014
a calçada, o papa e a cidade
![]() |
| Escultura Papa João Paulo II na calçada da Catedral Metropolitana do Rio |
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Vila Olímpica na Cidade Universitária
No Plano Diretor da UFRJ descubro que há a intenção de se fazer na Ilha do Fundão uma Cidade Esportiva com estádio de atletismo e futebol, parque aquático, ginásio poliesportivo, clube sócio esportivo, além de um espaço de lazer na orla e residências universitárias. Mas não é mais ou menos isso o programa da Vila Olímpica? Não seria esse o legado que as Olimpíadas deveriam deixar para a cidade? Muito difícil de aceitar a opção pela Barra da Tijuca. Só a especulação imobiliária explica...
Estrela Dalva de Paracuru
![]() |
| Paracuru - foto Roberto Anderson |
Numa prosa rica de entonações que cativam a atenção do ouvinte e que, por via das dúvidas, se vale de pequenos toques no braço do seu interlocutor, me explicou como a estrela Dalva marca as estações. Repare moço que hoje a noite ela vai nascer ali naquele canto atrás da mangueira. Ela vai demorar uns meses pra chegar até lá em cima da lagoa. Ai é o inverno, depois do dia de São José e deve chover. Mas tem vezes que a estrela desce muito rápido daquele lugar. Aí lascou-se, é frio demais na Europa e o Japão se acabando em chuvas.
E mais me contou sobre La niña e El niño, mas aí já era outra estória.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Patrimônio em agonia
![]() |
| Rua do Riachuelo com Rua dos Inválidos - Foto Washington Fajardo |
Acompanhei a agonia desse prédio. Ele era ocupado por diversas famílias. A Defesa Civil resolveu interdita-lo e retirou os moradores. A partir daí, sem alguém que cuidasse de fazer um arranjo no telhado ou coisa assim, o prédio entrou ladeira abaixo. Sem cobertura, as paredes ameaçavam desabar. Os vizinhos chamavam a defesa civil e esta quando vinha, marretava (eu vi) as paredes superiores para que caíssem e iam embora. Só que as marretadas abalavam as paredes mais abaixo e meses depois lá estava a Defesa Civil marretando mais um pouco. No final, o proprietário ou os interessados em explorar o estacionamento terminaram o serviço. Como o Poder Público é cego ou venal, o estacionamento funciona ou funcionou por longos anos, recompensado o crime. Moral da história: às vezes é melhor não expulsar os invasores sem que se saiba que destino terá o prédio.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Para quem é a verba?
![]() |
| Sérgio Sá Leitão - Secretário de Cultura do Rio de Janeiro |
Não só no Rio, mas também em outras capitais e Estados brasileiros, as Secretarias de Cultura vêm abdicando de importante funções que lhes são afeitas, como a de construir políticas culturais, promover projetos consistentes com duração além de alguns espetáculos e exposições, democratizar o acesso a meios de produzir cultura e de mostrar essa produção, e incentivar a renovação das linguagens. Ao invés disso, essas secretarias preferem repassar boa parte das verbas ao mercado, via produtores, o qual passa a ditar como o dinheiro público deve ser investido.
Quando essas mesmas secretarias decidem repassar verbas diretamente a projetos artísticos, suas escolhas recaem sobre projetos há muito tempo consolidados, que nem de longe representam o futuro. Não se está aqui a defender que projetos como o da OSB não sejam apoiados pelo Poder Público. Mas é evidente que as escolhas estéticas e culturais dos secretários, na maioria das vezes, são pessoais, refletindo o que conheceram ou assimilaram em seus anos de juventude. Essas Secretarias fazem escolhas mirando no passado, incapazes que são de acompanhar o desenvolvimento artístico do presente. Pedir-lhes que se informem sobre o que poderá ser o futuro seria, então, quase impossível.
Mas o mais grave mesmo é o vazio que deixam após o fechamento de um ciclo de poder. Nada se constrói. Nada permanece. O que se vê é o eterno recomeço com artistas e grupos artísticos inseguros sobre como sustentarão seus processos criativos para além da vigência de um edital.
"(...) o secretário Sérgio Sá Leitão assinando cinco convênios de quatro anos de duração com entidades escolhidas por ele e sua equipe. Por terem “excelência e público”, a Companhia de Dança Deborah Colker receberá R$ 2 milhões por ano; a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), R$ 6 milhões; o AfroReggae, R$ 3,5 milhões; o Grupo Tá na Rua, R$ 1 milhão; e a Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR), R$ 460 mil. No total, só neste ano, foram distribuídos, entre os cinco grupos, R$ 13 milhões — um terço do que foi disponibilizado pela secretaria no edital de fomento à cultura da cidade (R$ 33 milhões)."
http://oglobo.globo.com/cultura/secretaria-de-cultura-repassa-13-milhoes-para-cinco-convenios-11116823
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Ocaso de um bairro carioca
![]() |
| Lâmina projetada pelo escritório Niemeyer para a Brahma |
![]() |
| Antiga Fábrica da Brahma no bairro do Catumbi - Rio de Janeiro |
![]() |
| Conjunto habitacional no terreno do antigo presídio da Frei Caneca |
O último golpe veio em 2011, com a demolição da Fábrica da Brahma, imóvel que era parte da área de ambiência do tombamento do Sambódromo. Com os órgãos de tombamento pressionados pelos governantes, a absurda demolição foi aprovada. Concretizou-se uma operação financeira, cujo balanço não ficou muito transparente. A cervejaria pagou a construção de mais um trecho do Sambódromo e em troca ganhou o direito de demolir sua fábrica histórica para erguer em seu lugar uma lâmina com 80 metros de altura (vinte pavimentos). Alguns elementos decorativos do edifício foram enviados para Petrópolis, ou seja, nem aqui ficaram.
O edifício projetado por Oscar Niemeyer (mais de seu escritório do que do próprio autor, já que o mesmo se encontrava bastante doente à época), um objeto prismático de vidros escuros espelhados, se insere como outro alienígena numa área que ainda conta com dezenas de sobrados ecléticos e edifícios da qualidade do Hospital Escola São Francisco da UFRJ. Ao comentar sua construção (O Globo de 01/12/2013), bem como o potencial da área para o mercado imobiliário, o então presidente do órgão de Patrimônio municipal se entusiasmou dizendo: Agora parece que vai! Realmente não tem sido fácil a proteção de paisagens culturais nesse nosso Rio de Janeiro dos dias atuais. Passados tantos anos, o novo edifício permanece subutilizado, um elefante cinza no Catumbi, que segue esvaziado e maltratado.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
O que Yeb Sano falou à COP19
![]() |
| Yeb Sano, representante das Filipinas |
Sr. Presidente, tenho a honra de falar em nome do povo resiliente da República das Filipinas.
![]() |
| Supertufão Haiyan vistodo espaço - Agência Espacial Japonesa |
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Rua Equador 506
Em 2006 este edifício estava em ótimo estado de conservação. Funcionava como um depósito de móveis e por ser vizinho a um imóvel tombado, compunha muito bem a ambiência do mesmo. Após o efetivo início do projeto Porto Maravilha, o imóvel se encontra em processo de demolição. É terrível para uma cidade ter órgãos de Patrimônio que não cumprem suas finalidades.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Como abduzir 5 mil pessoas por hora?
Como abduzir 5 mil pessoas por hora? Prefeitura estima que para o motorista não sentir os efeitos da falta da Perimetral, será necessário que pelo menos 3.500 carros (ou cerca de 5 mil pessoas) por hora deixem de circular pela região no período do rush (O Globo)!!! Abduza-me para uma malha de metrô eficiente e eu agradecerei!
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Leilão de combustível fóssil do pré-sal
Muito me angustiam as toneladas de carbono que serão retiradas das profundezas do mar do Brasil e jogadas na atmosfera nas próximas décadas. E me preocupa que um governo que não se caracteriza exatamente pelo cuidado com o Meio Ambiente, vide a aprovação das alterações no Código Florestal, não esteja preparado para eventuais emergências, como vazamentos de petróleo em áreas profundas do oceano.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Sobre manifestações e black-clocs
![]() |
| Black-blocs na manifestação do dia 11.07.2013 - foto Roberto Anderson |
É verdade que os professores até emitiram notas favoráveis aos garotos. Mas isto era compreensível (apesar de não ser inteligente) já que os mesmos os protegeram quando a polícia estava baixando o cacete no dia da fatídica votação do Plano de Salários. O que eu percebo é que os garotos estão à deriva, encantados com o poder intimidatório de seus escudos e coquetéis inflamados. Não fazem política, apesar de ser política a sua ação. Não dialogam, não apresentam propostas que os que não têm sua idade e raiva possam apoiar. Infelizmente vêm agindo como parasitas das manifestações. E como tal, sugam a força e energia destas últimas até tornarem-nas inexistentes. Não sabem o quanto colaboram com o Cabral e o capital...
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Expansão urbana no Campus Fidei
![]() |
| Campus Fidei em Guaratiba |
quinta-feira, 4 de julho de 2013
O Cemitério dos Ingleses na Gamboa
| Fig. 1 - Cemitério dos Ingleses em 2013. |
| Fig. 2 - Cemitério dos Ingleses em 2013. |
Em 1985 o Cemitério foi tombado pelo Estado do Rio de Janeiro, justamente por suas qualidades paisagísticas. O inventário realizado pelo Inepac ressaltou a arborização e as campas baixas, muitas delas apenas cobertas por vegetação (Fig. 3). No entanto, o entorno que tanto encantou Maria Graham já não existe. O mar foi afastado por aterro, no qual foi criado um pátio da Rede Ferroviária. Após a desativação do pátio ferroviário, parte do terreno hoje se encontra ocupada pela Cidade do Samba, cuja arquitetura pouco inspirada se ergue como um paredão, vedando a visão do horizonte à frente do cemitério (Fig. 4). Excessivamente próxima também, está a estação do Teleférico do Morro da Providência, cujas dimensões impactam negativamente a ambiência daquele Patrimônio(Fig. 5).
![]() |
Fig. 3 - Cemitério em 1984 com campas cobertas por vegetação. |
| Fig. 6 – Favela junto ao muro do cemitério. |
Fig. 7 – Lixo
proveniente da favela dentro do cemitério
|
| Fig. 8 – Maior pavimentação de caminhos e campas |
| Fig. 9 – Sepultura sem revestimento |
![]() |
Fig. 10 – Cemitério dos Ingleses de Recife
|
![]() |
| Fig. 11 – Cemitério de Aperton – Reino Unido |
![]() |
| Fig. 12 – Cemitério de Southern-Manchester – Reino Unido |
![]() |
| Fig. 13 – Cemitério de Brighton an Preston – Reino Unido |
![]() |
| Fig. 14 – Cemitério de Bronte Parsonage - Reino Unido |
![]() |
Fig. 15 – Cemitério de Brookwood - Londres – Reino
Unido (1852)
|
![]() |
Fig. 16 – Cemitério de Brookwood - Londres – Reino
Unido (1852)
|
![]() |
Fig. 17 – Cemitério de Brookwood - Londres – Reino
Unido (1852)
|
![]() |
Fig. 18 – Cemitério de Brookwood - Londres – Reino
Unido (1852)
|
![]() |
Fig. 19 – Cemitério de Kensal Green - Londres – Reino
Unido (1852)
|




























